Rivellino é perdoado após críticas da imprensa e dos próprios corintianos

VT que editei para o SporTV News e Esporte Espetacular.

http://globotv.globo.com/rede-globo/esporte-espetacular/t/edicoes/v/rivelino-relembra-injustica-apos-o-campeonato-paulista-de-1974/3858958/

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10 dias com ela

(texto escrito por mim para o blog do Thiago Crespo – http://literatofonia.blogspot.com.br)

Se você ainda não assistiu ao filme “500 dias com ela”, assista. Foi inspirado nele que decidi largar momentaneamente os textos sobre paternidade ou esportes e embarcar

em uma crônica do amor. Agradeço novamente ao meu amigo Thiago Crespo pelo espaço em seu tão bem escrito blog. Nunca meu texto será como o dele.

Vamos ao causo da vida.

Ela apareceu para mim no dia do meu aniversário, no ano passado. Charmosa, tinha acabado de fazer uma tatuagem no ombro esquerdo, em homenagem à família. Eu, bêbado por causa dos tantos Camparis que me pagaram naquela noite, me lembrei disto, daquele olhar lindo dela e da frase “ah, você é o papai jovem, então?” Este foi o primeiro dia.

Meses depois, após eu ter dezenas de aventuras tinderosas, casuais, rápidas e sem romance algum, ela reapareceu. Sem muito o que enrolar, troquei idéia, fiz o tradicional pedido whatsappiano e a chamei para sair. Educada e discreta, a mulher aceitou. Ela queria que o encontro fosse em qualquer dia, “uma pauta atemporal”, de acordo com a profissional de comunicação, relações públicas, que era. Eu, jornalista, queria que fosse o mais factual possível. Se ela aparecia naquele momento, ela tinha que ser para ontem! Marcamos o mais rápido, então. Este foi o segundo dia.

O terceiro dia foi o do encontro factual. E que rolê, velho! A atmosfera do bar Stones era a ideal para que um casal de bodas de diamante se formasse. Luz baixa, música boa. Dois comunicadores felizes e atenciosos com a história do outro. Fazia muito tempo que eu não me sentia tão bem. Mulher como aquela não tem em nenhum aplicativo do iPhone. Fiquei com vontade de tê-la em todos os meus momentos. Mesmo com os tantos conselhos de “não sufoca a mina” que amigos me deram, eu precisava transformar aquele exemplo de paraíso na Terra em realidade na minha vida. Quando meus lábios tocaram os dela, eu confirmei o porquê que eu viajei tantos quilômetros sentado na cadeira de ferro do Stones. Era ela. Saímos do bar de mãos dadas, andamos no carro de mãos dadas e a deixei em casa. Simples, sem muita enrolação ou pegação. Mal sabia eu que tudo tinha prazo de validade e que o bendito tinha acabado ali. Só que eu ainda estava de mãos dadas com ela.

Os quatro dias seguintes foram de tensão. A atmosfera da tela do Whatsapp não chegava nem na metade da do Stones. Era silêncio e mistério: será que ela não quer saber de mim mais? O que foi tudo aquilo que aconteceu no bar? Será que eu estava com bafo? Será que disse alguma bobagem? Será que eu ainda vou vê-la e viajar quilômetros após beijar aquela boca? Será que eu não manjo dos paranauê da conquista?

As tantas perguntas me fizeram, nestas tantas horas cruéis de dúvida, vacilar no trampo e em casa. Fiz tantas merdas e tantas coisas erradas, que tenho até vergonha de escrever neste blog tão bem escrito pelo Crespo. Eu não quis entrar no mundo fechado dela. “Sufocar”, como me diziam amigos por mensagem de WhatsApp. Mentira! Eu queria! Queria mandar mensagens carinhosas e fazer surpresas agradáveis como flores, chocolates ou qualquer coisa que a fizesse sorrir. Eu só queria que ela sorrisse pra mim. Ela merecia sorrir.

Só que todas as mensagens que eu mandei, voltaram com vácuo, silêncio.

Acionei minha psicóloga no sétimo e no oitavo dia, antes que uma tragédia acontecesse e aquele vazio se tornasse mais prejudicial para minha saúde, porque a estética já tinha ido para a casa do caralho. Assim como em anos anteriores, em situações muito piores, os conselhos da mulher de trinta e poucos anos com rostinho de vinte e poucos foram certeiros e me ajudaram demais. Eles diminuíram a minha ânsia em ser a mistura de Clark Gable e Zé Mayer. Mesmo assim, eu precisava ter uma resposta dela. Um “oi jornalista!”, como quando flertávamos… Era tão bom, psicóloga. Era natural, juro que eu não forcei…

Para minha sorte, no nono dia, a psicóloga sumiu geral. Até do WhatsApp! “Fudeu”, pensei. “Fudeu, fudeu, fudeu, vou ligar pra mina”. Desobedeci a ordem da psicóloga e liguei. Ela atendeu doce como sempre. Chamei para sair e ela disse que tinha encontro marcado com as amigas, mas foi tão perfeita que nem me importei. O timbre de sua voz era o bastante para acalmar a ansiedade que eu tinha em mim. E mais: armei uma estratégia. Conversei com uma das amigas, que prometeu me dar notícias sobre o estado de paixão daquela que, no terceiro dia, foi por algumas horas a que passaria o resto dos meus dias comigo. A amiga, paciente e maravilhosa, topou.

Chegou o décimo dia. Decidi a última cartada. Mandei uma mensagem daquelas lindas, sinceras e claras. “Eu sou assim: cuido, zelo, tento agradar…” Diferentemente das outras vezes, agora veio resposta. “Você é um cara bacana (…) quero ficar de boa (…) não estou nessa vibe.”

Que merda, mano. Que caralho…

Enfim, a culpa não era minha. Nem dela, aliás. Era do destino.

Bom, sei lá. Só sei que aprendi nestes dez dias que, às vezes, a pessoa que você está apaixonado simplesmente não entra na “vibe” que você está. Percebeu que eu não tinha mais o que fazer ali? Dei tempo ao tempo, agradei, cuidei, fiz o que pude para ser o cara legal…

Não deu. Faz parte.

Aprendi com o filme “500 dias com ela”, e com esses meus dez dias de paixonite, que não existe apenas um único “primeiro dia” na vida. As paixões se reciclam e, para esquecer um drama de amor, temos que nos cuidar. Aquele blablablá de não dar a flor, mas sim arrumar o jardim que ela vem buscar e ZzZzZzZ.

Essa história aqui também me trouxe uma outra lição: que merda, que caralho que é essa vida de comunicação por WhatsApp.

Quer saber? Foda-se todo mundo! Amanhã eu vou ligar pra ela!

Não, calma…

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Dia do Jornalista

Hoje é Dia do Jornalista.

Dia do cara que entrou na faculdade escutando das pessoas que seria o novo William Bonner. Porém descobriu pouco tempo depois que seria qualquer coisa, porque o mercado é que escolhe (se escolher).

Dia do cara que aceita qualquer contrato para trabalhar: PJ, assistente do caralho a quatro, auxiliar da pqp ou freela do Zé Ninguém. Afinal, se não aceitar, não trabalhará e outro aceitará a vaga, porque se não aceitar, outro aceitará o trampo, porque se não aceitar…

Dia do cara que trabalha todos os dias da semana e ainda gosta disso. Afinal, tem glamour e respeito das pessoas. “Ó, vc é jornalista? Da Band? Adoro o Datena, fala pra ele?”

Dia do cara que ganha mal, mas tudo bem. Afinal, “escrever, editar, produzir, entrevistar, diagramar, assessorar, fotografar, publicar, checar e corrigir são tarefas fáceis. R$1000 está de bom tamanho. Se não quiser a vaga, outro quer.”

Dia do cara que está sempre cansado, mas inacreditavelmente feliz. Afinal, tem gente do bem ao seu redor, tão ferrada quanto ele, mas que se diverte o tempo todo com a tragédia. Jornalistas são amigos tão fiéis ao outro ou à empresa, que até quando o barco está afundando a gente trabalha bonito. Que nem um amigo disse: “Somos que nem os músicos do Titanic, lembra?”

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Corinthians pode entrar para a história do futebol do século XXI

Corinthians tem tudo para entrar para história do futebol do século XXI.

Como pai, jornalista, torcedor e principalmente ser humano, desejo que, assim que confirmada a responsabilidade do assassinato do garoto, por um torcedor corintiano, ver meu time sair da competição por vontade própria e prestar auxílio total à família do menino.

Seria um exemplo a ser seguido, um verdadeiro começo de um mundo esportivo melhor e justo.

Não é necessário nem a Conmebol entrar no assunto. A morte do rapaz é algo muito mais relevante e o bastante para um protesto oficial contra a falta de noção (educação, respeito, espírito esportivo) dos torcedores e da falta de segurança nos estádios da América Latina.

Acontece que é muito difícil isto virar realidade. Aliás, parece utopia, não é? A diretoria alvinegra, considerada como ideal modelo de gestão esportiva, após a queda para a Série B, corre atrás para minimizar a morte de um jovem e não correr o risco de perder dinheiro da venda de ingressos e de outras coisas.

Os milhões de pesos envolvidos podem transformar tudo em pizza e as vidas de muitos outros torcedores meninos, homens, idosos devem continuar correndo risco de vida.

Tudo por causa de dinheiro.

Como disse um amigo meu: “Se Deus é realmente da Terra, ele deve estar de férias em Marte.”

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Olha aí por que o Ronaldinho é importante na Seleção

Um dos jornais mais lidos na Inglaterra, o Daily Mail, deu seu destaque sobre a convocação da Seleção Brasileira.

Ronaldinho chamado novamente para o amistoso charmoso contra Inglaterra, enquanto o trio do Chelsea e goleiro do QPR Julio Cesar estarão lá também

Ronaldinho chamado novamente para o amistoso charmoso contra Inglaterra, enquanto o trio do Chelsea e goleiro do QPR Julio Cesar estarão lá também

Perceberam? O craque do Atlético-MG tira toda a pressão sobre Neymar e Lucas, por exemplo. Neymar ainda foi citado pelo Daily Mail uma vez, enquanto Lucas não foi lembrado nenhuma sequer vez.

Tomara que isto estimule os três, porque é isto que realmente importa. Felipão precisa animar estes jogadores, porque afinal são eles a esperança do Brasil para a conquista do mundial dentro de casa.

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Felipão e a primeira convocação

Como jornalista esportivo, torcedor e amante de futebol, me sinto na obrigação de comentar (cornetar) a primeira convocação de Felipão.

São esses os jogadores que vão defender a Seleção Brasileira contra a Inglaterra, dia 6 de Fevereiro, no estádio de Wembley, em Londres:

Goleiros
Diego Alves (Valencia), Julio César (Queens Park Rangers)

Laterais
Daniel Alves (Barcelona), Adriano (Barcelona), Filipe Luis (Atlético de Madri)Zagueiros
Dante (Bayern de Munique), David Luiz (Chelsea), Leandro Castán (Roma), Miranda (Atlético de Madri)Volantes
Arouca (Santos), Hernanes (Lazio), Paulinho (Corinthians), Ramires (Chelsea)

Meias
Oscar (Chelsea) e Ronaldinho Gaúcho (Atlético-MG),

Atacantes
Neymar (Santos), Lucas (PSG), Luis Fabiano (São Paulo), Fred (Fluminense) e Hulk (Zenit)

Foi uma boa lista para um amistoso onde o técnico não poderá fazer grandes milagres, porque não terá tempo pra isso. Ele foi coerente na convocação de alguns jogadores (Fred, Luis Fabiano) e menos coerente na escolha de outros, como Hulk e o goleiro Diego Alves. Hulk poderia ser substituído por algum outro que tenha características semelhantes ao Neymar. E Diego Alves poderia ser trocado por Cavalieri, que sabemos que é melhor e está em alta. Felipão acertou muito na escolha dos volantes Paulinho, Ramires, Hernanes e Arouca.

A respeito de Ronaldinho Gaúcho, gostei. Acredito que o Felipão vai chegar nele e falar: “Bá, tchê, você já está na Copa e será o melhor jogador dela! Agora depende de você provar tudo isso! Vai lá e brilha”.

Nota 8,0 para essa convocação.

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“Vou lutar para isso”, diz Tite sobre ficar em um clube como Alex Ferguson

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Tite dá autógrafo e sonha em ficar no Timão o quanto der

Alex Ferguson está no Manchester United desde 1986 e Tite, comandante do Corinthians desde o fim de 2010, já é o técnico que mais tempo está no cargo atualmente no Brasil. Tive a oportunidade de fazer uma pergunta no programa Magazine BandSports, onde Adenor esteve presente. O questionamento foi justamente este: “você gostaria de ser como o Alex Ferguson?”

Tite respondeu:

“É difícil. Não tem como misturar culturas diferentes. O Alex Ferguson tem mais tranquilidade para trabalhar do que a gente aqui no Brasil. Eu disse sobre final do ciclo em três anos, mas não quero dizer que eu vou sair em três anos. Espero ficar mais que isso. Vou lutar para isso.”

Esta declaração desmente aqueles que pensam que o treinador vai sair no fim de 2013. Tite sairá do Corinthians, quando não tiver mais aquele “clima”, quando a diretoria não estiver mais entrosada com ele.

Enquanto isto não acontecer, Tite fica.

Afinal, na minha opinião, baseado em títulos e no coração, Adenor Leonardo Bacchi é o maior treinador da história do Corinthians.

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