Que venha o Super Bowl 47!

Logo do Super Bowl 46 colocado no campo do Lucas Oil Stadium, em Indianápolis

Ainda não estou acreditando no que foi que eu assisti ontem na transmissão da ESPN do Super Bowl 46 ou XLVI, como eles gostam. Primeiramente eu também não acredito que meu pai tenha liberado para mim e meu irmão a televisão da sala, que tem o canal High Definition. O velho nunca libera para esportes que ele não gosta (a casa é dele e quem manda é ele e ponto final), mas talvez tenha entendido a importância dessa noite no mundo do esporte ou simplesmente resolveu ceder à pressão que fizemos.

Em HD ou não, foi uma noite sensacional em casa e no Lucas Oil, estádio de Indianápolis que recebeu a partida entre New York Giants e New England Patriots. Mesmo quem não entende de futebol americano se impressiona na organização e na valorização do evento. Aliás, como os americanos sabem fazer eventos esportivos, não? Para a galera da terra do Tio Sam, o Super Bowl não é só um jogo, mas sim vários dias de festas e, claro, muita movimentação de dinheiro. Fora da arena, os fãs têm um espaço onde fazem workshops, compram suas camisas, lembranças, simulam jogadas… É uma feira só de futebol americano. Dentro do estádio, o show continua. Os ingressos são bem caros, mas valem cada centavo. E não é só pelos 60 minutos de jogo.

Nós, brasileiros, por exemplo, não nos importamos muito com a cerimônia de abertura de um esporte. Cantamos o hino nacional com desdém, sem afeto nenhum à bandeira do país. Só queremos que o jogo comece logo. Lá não. Os minutos que antecedem o apito inicial é respeitado, valorizado e bem organizado. A cantora Kelly Clarkson (aquela que ganhou o American Idol de 2009 e canta “Because of You”), juntamente com um coral de crianças, interpretou o hino norte-americano e cada pessoa no estádio a acompanhou. Inclusive, a transmissão mostrou também um grupo de soldados no Afeganistão presenciando também a final da temporada da NFL pela televisão. Bom, isso é coisa de americano, né? Mostrar soldado e exaltar a força bélica do país.

Depois do hino, o jogo. No futebol americano, as atenções são voltadas principalmente para o Quarterback. Ele é que arma cada lance do time, decide qual será o destino da bola oval e quem vai conduzi-la à endzone. Pelo lado do Giants, o nome da fera era Eli (leia-se “ilai”) Manning. No Patriots, o QB é o marido da Gisele Bundchen, Tom Brady. Os dois foram muito bem e entraram para a história do Super Bowl. Foi a primeira que dois QB’s que já tinham sido MVP – melhor jogador de uma temporada – se encontravam na decisão da temporada.

Enfim, no primeiro tempo, melhor para o Patriots de Brady, que estava meio apagado, mas acertou passe para Danny Woodhead que marcou o touchdown e conseguiu terminar em vantagem: 10 a 9.

Aí, meu caro leitor ou leitora, veio o intervalo. Não é uma simples parada para o xixi. É uma demonstração de superioridade e humilhação para qualquer um que acha que sabe fazer festa. Os caras montam uma estrutura gigante em aproximadamente 10 minutos dentro do campo. De acordo com o Paulo Antunes, bom comentarista de futebol americano da ESPN, o palco do show do SuperBowl não faz um arranhão no gramado. São muitas pessoas trabalhando para montar um palco, que não é só madeira e ferro, com uma cortina e luz. É totalmente tecnológico e interage com o astro que for se apresentar no local. Neste ano, quem brilhou foi Madonna. E a senhora de 53 anos fez uma performance inenarrável e que deixou até meu pai, que estava trabalhando na hora, de queixo caído. As luzes, as dezenas de dançarinos, as roupas…Foram 12 minutos de um show impressionante e que ficou mais legal ainda visto em HD. Quando você puder, caro leitor, arrume uma televisão em High Definition. Ah! E veja o show da Madonna aqui. Ela tropeçou no minuto 03:30, repara, mas conseguiu ainda sair com muito estilo e foi como se nada tivesse acontecido.

Voltemos à partida, mesmo sabendo que o ingresso já valeu a pena. Eu não estava mais nem aí pra quem ia ganhar depois do que a Madonna protagonizou. Mas o jogo esquentou. No finalzinho, Eli Manning honrou o sobrenome, foi levando o time para mais perto da endzone e, com menos de um minuto para o fim, passou para Ahmad Bradshaw, que tentou cair na marca de uma jarda, pra segurar mais um pouco o jogo, mas encostou a poupança na endzone e colocou o Giants na frente: 21 a 17.

Obs.: Eu digo “honrou o sobrenome”, porque o pai Archie foi um bom quarterback na década de 70 e o irmão mais velho Payton é  ainda um QB também, e considerado um dos melhores do mundo. Eli ainda tem mais um irmão, Cooper, o mais velho deles, mas que jogou pouco por causa de um problema na medula espinhal.

Em desvantagem no placar, o astro Tom Brady ainda tinha tempo para dar a vitória ao New England. Os 57 segundos finais foram espetaculares. Na última tentativa, com cinco segundos para o fim, Tom Brady se livrou dos marcadores, lançou a bola de longe para a endzone e parece que ela foi em câmera lenta, porque foi, foi, foi, foi não parou nas mãos de ninguém. New York Giants, campeão pela quarta vez da NFL. Veja aqui como foi o finalzinho do confronto.

Fim de jogo. Ou melhor, fim de mais um show. Que venha o Super Bowl XLVII, que será no dia 3 de Fevereiro de 2013, em Nova Orleans – cidade justamente dos Mannings.

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