O Jornalista Esportista

Jornalistas do BandSports, time vice-campeão da Red Bull Press Cup 2012, olha lá quem cuida mais da bola...O artilheiro do time, claro

Se há uma coisa que eu tenho de frustração na vida, é o fato de não ter sido jogador de futebol. De tanto jogar na época de colégio, ser capitão do time, fazedor de gol, o craque (rsrs) e etc, eu fiz algumas peneiras nos grandes clubes, mas não passei. Claro, se tivesse passado, não estaria aqui agora escrevendo este post.

Depois me dediquei aos estudos, tive a Laura, mas a forma física piorava, eu engordei e esqueci a ideia, mas não perdi o amor pelo esporte, principalmente pelo futebol.

A paixão ao esporte e a facilidade com a escrita me fez escolher a profissão de jornalista e sonhar a trabalhar com esporte. Deu certo! Olha eu aqui no BandSports, editando, entrevistando, trabalhando e feliz com que eu faço.

Mas não estou totalmente satisfeito. Quero ainda jogar bola quando eu posso e quando dá. E eu percebo que meus colegas jornalistas de esportes também pensam mais ou menos assim. Não sei se tiveram o azar esportivo, mas que são frustrados, são! Porque sempre querem jogar e ainda acham que jogam alguma coisa.

O clã formado pelos “jornalistas esportistas” é muito chato. Todos acham que, na hora que estão jogando, não escrevendo, entendem mais que o colega de redação. Acham que conseguem montar esquemas táticos como o Tite, correr como o Euller e finalizar como o Ronaldo Fenômeno. Durante a partida, também acham que apitam melhor que o juiz e, por isso, são muitas vezes expulsos de campo.

Entretanto a pior parte (se é que possa existir) é o pós-pelada. A polêmica hora dos comentários e das análises sobre o rendimento de cada jornalista. É um criticando o outro sem moderação. São mais chatos que os participantes das “mesas redondas” de todos os canais. E a encheção de saco vai até a próxima pelada. Se o outro encontro for um ano depois, será um ano de críticas e discussões. Todos os dias.

O único isento de críticas é o chefe. Mesmo se ele for um “perna de pau”, o boss está sempre relacionado e convidado para o jogo como se fosse o camisa 10. Ele é o chefe até fora de redação, não tem brincadeira.

E se você acha que isso é exclusivamente aos jornalistas aqui da emissora que trabalho, a Band, está errado. Tive a oportunidade de competir em um campeonato de imprensa (ser o artilheiro do time, claro) e vi que todos são assim.

Pior de tudo: sem nenhuma exceção.

E claro que todos entendem menos que eu.

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