GuIgO NewS entrevista: Milly Lacombe

Milly e Rodolfo, um dos companheiros caninos dela (foto: Arquivo Pessoal)

A entrevistada da semana é a radialista e também jornalista Milly Lacombe.

Milly é formada em Rádio e TV na FAAP, mas se destacou mesmo no Jornalismo Esportivo e passou por SporTV e Record, onde foi comentarista. Atualmente a corintiana é colunista da Revista TPM e faz uns freelas por aí. Além disso, ela já escreveu quatro livros e, no momento, se dedica à biografia da deputada federal Mara Gabrilli.

Sumida da televisão, Milly está com 44 anos e vive um momento difícil na vida. No fim do ano passado, ela perdeu sua companheira Roberta, que foi atropelada na Av. 9 de Julho, em São Paulo.

Como voto de confiança, a entrevista, que foi feita por e-mail, está na íntegra.

Ou seja, sem edição.

Comecemos falando da famosa polêmica…

GuIgO NewS: Milly, se eu não te perguntar sobre a confusão com o Rogério Ceni meus leitores me matam. Você já pediu desculpas pra ele, o que mostra arrependimento seu. O que deu pra tirar de positivo desse imbróglio todo?

Milly Lacombe: Acho que minha pisada de bola acabou deixando muitas lições. Primeiro: eu não posso levantar o assunto sem ter total e amplo conhecimento de causa. Ali, me senti em uma mesa de bar e fui falando. Tecnicamente, errei feio e ele, claro, se sentiu ofendido e entrou pesado. Muito pesado? Talvez. Por eu ser mulher? Talvez. A produção do programa deveria ter me avisado que ele entraria no ar? Certamente. A produção deveria ter aproveitado o intervalo comercial para me chamar de canto e dizer: ‘Escuta, o cara tá na linha furibundo porque você falou bobagem e a bobagem foi a seguinte… Então, quando voltarmos, já vai logo pedindo desculpas porque a gente vai deixar ele entrar ao vivo’. Isso deveria ter sido feito? Certamente. Mas eu nunca soube que ele iria entrar, nem, naquela hora, exatamente como tinha pisado na bola. Só que não posso me focar nessas coisas porque correria o risco de minimizar meu erro, de deixar de ver como e por que pisei na bola e de sair do episódio com uma lição importante. Eu me retratei no programa seguinte, só que não foi suficiente e ele me processou. A Globo indicou um advogado para me defender e eu participei de uma audiência estranha, quase como coadjuvante. Mas havia ali um erro a ser assumido, e eu o fiz. Quando assumi o erro na audiência criminal, a causa cível foi automaticamente perdida por mim. Passou a ser uma questão de “quanto” deveria ser pago a ele. O que, claro, não poderia me inibir de criticá-lo como goleiro. Eu realmente acho que ele tem falhas sobre as quais a imprensa em geral não fala. Ele sai mal do gol, ajoelha de um jeito estranho quando fica cara a cara com o atacante, leva gols bobos que seriam imediatamente criticados em outros goleiros, nunca se firmou na seleção porque teve atuações bem abaixo da média para um goleiro de seleção etc etc etc. Acho que a função do torcedor é idolatrá-lo, sem dúvida. É um bom goleiro, é bom batedor de faltas, é ídolo. Se eu torcesse para o são paulo, ele seria meu ídolo. É, aliás, o ídolo dos meus sobrinhos. Mas a função da imprensa esportiva não pode ser a de bajular. Ela deveria continuar com o olhar crítico. Por exemplo: ele tem 100 gols. Ok, é um número absurdo. Mas se apenas um jogador do time é o encarregado de todos os penaltis há mais de 10 anos – numa conta baixa e sem falar das faltas – será que esse número continua a ser tão impressionante? A imprensa deveria colocar as coisas em perspectiva, levantar questões, refletir, e não simplesmente bajular. Isso quem faz é o torcedor. Se a imprensa bajula, aí tudo fica misturado de um jeito feio. 

GN: Muitos torcedores, principalmente do São Paulo, ainda te ofendem no Twitter. Parece que o torcedor adora esse tipo de polêmica, não é? Isso ainda te afeta? Como você lida com isso?

ML: O torcedor, em geral, não tem a “memória ruim”. Ele vai lembrar sempre dos grandes feitos: as defesas contra o Liverpool na final do mundial, os gols na Libertadores de 2005, o 100 Gol contra o Corinthians… a paixão é isso: a gente esquece o ruim e fica com o bom. É assim num relacionamento, é assim no Jogo, é assim na vida. Então, é natural que o torcedor tenha raiva de mim, afinal, entrei em rota de colisão com o ídolo. Mas não podemos deixar de lado o machismo das agressões. O bizarro episódio da suposta proposta do Arsenal já foi levantado por muita gente pública, homens sempre, que nunca receberam essa quantidade de ira e de agressões. É mais fácil vir pra cima da mulher? Para muitos machões, é.

GN: Afinal, você teve que pagar indenização ao Rogério? Pode falar qual o valor? Tem lugar que diz que foi R$ 60 mil, outros 150… O que é verdade? 

ML: Houve um acordo e a indenização foi paga. Acho que menos de 60… de verdade, nem sei.

GN: Já se encontrou com ele depois do fato?

ML: Não encontrei. Não haveria problema, acho. Seria uma situação meio constrangedora, mas acho que sem maiores incidentes (risos).

GN: O que sentiu quando viu Rogério Ceni fazendo o gol 100 no Corinthians? (risos)

ML: Muita raiva (risos). Primeiro do juiz porque ele marcou uma falta absurda, que não aconteceu. Basta rever a jogada. Depois, do Julio Cesar. Pô, arruma direito a barreira, caramba! (risos). Tava na cara que ia ser gol, tinha um canto todo exposto que jamais seria alcançado por um goleiro de baixa estatura como o JC. Arruma direito a barreira! Posso estar enganada, mas o JC toma muitos gols de falta. Alguém já deve ter feito esse levantamento numa época de futebol regido por números o cálculos. E eu detesto números, especialmente quando eles me desmentem.

GN: Quando eu falei para meus amigos jornalistas que eu ia te entrevistar, muitos falaram que você “sumiu”… Você sumiu mesmo ou é só uma impressão?

ML: A gente vive num mundo que se a pessoa vai para a TV e depois sai, ela some. Nesse mundo, sumi sim. Fui da Globo para a Record fazer a Champions, e, quando a Record perdeu os direitos da Liga, meu contrato não foi renovado. Aí eu saí.

GN: Você escreve colunas muito legais na TPM e não esconde que é lésbica. O que acha das pessoas que escondem?

ML: Acho que ninguém precisa ser panfletário e sair gritando aos quatro ventos a orientação sexual. Mas também acho que mentir não é legal. É mais ou menos a posição do PVC a respeito de revelar para que time ele torce. Ele diz que só revela quando é relevante, e que é relevante quando alguém o pergunta. É isso. Minha atitude foi a de revelar publicamente porque acho que assim posso ajudar jovens a entender que ser gay é normal. O que não é normal é ser homofóbico.

GN: Aliás, ultimamente os textos têm sido sobre a sua saudade da Rob. Você escreveu na coluna do dia 08 deste mês: “Vejo ela a meu lado, feliz por me sentir voltando. Era o que ela desejaria, afinal e acima de qualquer coisa. Como desapontá-la?” No que você se conforta para amenizar a saudade da Rob? Qual a dica que você dá pra alguém que passa pela mesma situação?

ML: Não há muito conforto, infelizmente. Mas o pouco que tem eu encontro falando dela, vendo ela ser citada, contando histórias dela. A dor ainda é uma coisa gigantesca, avassaladora, tem dias que parece querer me engolir. É um lugar comum isso, mas, como todo o lugar comum ele é muito verdadeiro: só o tempo aplaca a afliçao, a angustia, o sangramento da alma. A gente encontra ajuda e abrigo no colo daqueles que nos amam e que têm paciência de nos deixar passar pelo luto. É um processo e sei que estou no começo dele apenas.

GN: A Rob era sua companheira de Pacaembu. Você escreveu que mudou quase toda sua vida depois da morte dela. Também deixou de ir ao estádio para ver o Timão?

ML: Eu fui ao jogo do título contra o Palmeiras, exatamente um mês depois da morte dela. Foi muito difícil, intenso, doído, bonito, memorável. Mas eu tinha que ir. Ela iria. Ela me obrigaria a ir. Comprei uma camisa oficial e mandei colocar a nome dela e o número 10, que ela adorava, nas costas. Peguei minha dor abismal e fui. Ver jogos do Timão sem ela ainda é ter que lidar com o absurdo. Ela era a pessoa que mais entendia do jogo que já conheci. Tinha a memória do PVC, o conhecimento tático do Tostão e a sensibilidade feminina. Tudo o que sei de futebol aprendi com ela e com meu pai. O básico, com ele. O original, o fora do comum, o extraordinário, com ela. Ninguém pensa o jogo como ela. Eu perdi um grande amor, a melhor amiga e minha companheira de jogo e ensinamentos futebolísticos. É muita coisa para perder.

Camisa feita para a Rob

GN: Falando em Corinthians, aprova o trabalho do Tite?

ML: Não dá para dizer que não. Depois do Tolima tudo se encaixou e o time conquistou o nacional. Tem toque de bola, tem ritmo, é um time duríssimo de ser batido. O que reprovo não está no time do Tite, ou no do Muricy, ou no do Abel. O que reprovo é o futebol que prefere não tomar do que marcar, que privilegia defesas a ataques, que pensa em títulos e não em arte. Futebol é uma forma de expressão artística – pelo menos deveria ser – e, como tal, tem que inspirar, tem que arrepiar e fazer sonhar. Mas ficou estabelecido depois das seleções do Telê, que jogavam bem e perdiam, que só havia essas opções: jogar bem e perder; jogar mal e ganhar. Uma bobagem enorme, que o time do Barcelona tratou de fazer ver – embora ainda haja que se recuse a ver.

GN: E o que acha que o Timão precisa para vencer a Libertadores?

ML: Confiança, espírito vencedor. Hoje, ao lado do Fluminense, o Corinthians é o time mais forte da competição.

GN: Milly, muito obrigado e boa sorte na sua carreira.

ML: Valeu, Gui! 

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22 Comentários

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22 Respostas para “GuIgO NewS entrevista: Milly Lacombe

  1. Gostei muito da entrevista. Nos tempos de hoje, em que a maioria quer ver o circo pegar fogo e o palhaço morrer queimado, é reconfortante ver alguém com força para encarar todo tipo de adversidade de cabeça erguida e maturidade. Parabéns ao Guilherme e à Milly!

  2. Excelente, adorei! Uma entrevista sincera, bacana e muito bonita. Parabéns amor! Sucesso, força e fé para a Milly!

  3. Jean Savigny

    Gostei muito da entrevista, e de conhecer melhor essa jornalista que desde que vi pela primeira vez seus comentários sobre futebol, comecei a prestigiá-la e respeitá-la. Todos os detalhes citados pela Milly, sobre o frangueiro do R. Ceni, eu já dizia aos meus amigos São Paulinos muito antes, e sempre reclamava que nunca via ninguém na Tv relatando suas ajoelhadas etc… E quando vi naquele dia na SporTv ao vivo, a Milly falando EXATAMENTE o que eu sempre dizia, fiquei contente e com a alma lavada. Parabéns Milly.
    Mas sendo também sincero como você foi na entrevista, eu não sabia que era lésbica,e sinceramente fiquei meio triste/desapontado/surpreso com a sua vida sexual,não sou tão moderno.Tenho 36 anos e moro em Campina Grande. E discordo de você Milly, quando diz que é “NORMAL” ser gay, é evidente e óbvio que isso sim é ANORMAL, afinal NORMAL é ver uma mulher com um homem, é ver um casal homem-mulher e filhos, isso é uma família.
    Enfim, profissionalmente te admiro, mas agora que li e soube aqui, que você é Gay, não gostei muito de saber(fazia outra idéia de sua vida particular).

    • carlos egildo de souza

      só hoje, 28.03.2013, estou lendo essa matéria… mas… o Jean… voce é um grandissimo idiota, primeiro elogia, depois… fala que nao gostou de saber da opçao sexual dela… faz favor né?

      • RENATO

        Faz favor vc…alguém perguntou sua opinião sobre o que o Jean falou???ha vaaaaaaaaaaaaa

  4. Bela entrevista, Gui, parabéns! O Guigo News tá bombando!

  5. Mario

    Foi lindo o que Rogério Ceni fez com ela ao vivo na Sportv. Ficou quietinha e nunca mais abrirá a boca pra falar besteira e desrespeitar as pessoas.

    Esta Milly levou uma bela lição!

  6. Excelente entrevista tudo o que sempre pensei de Milly Lacombe.
    Excelente jornalista, excelente profissional, excelente mulher.
    Qto ao Rogerio, ora apenas mais um Rogerio. Mas que forçou a barra no caso do clube ingles, forçou sim. (em tempo sou são paulino).
    A preferencia sexual de Milly não me preocupa, e nem deveria preocupar ninguém, cada faz de sua vida o que acha certo, bom para ela, pois bem, melhor para mim.

  7. Matéria muito boa. É de jornalismo assim que precisamos e desejamos ter. Simplesmente a verdade, encarada de frente, como realmente foi. Parabéns ao blogueiro e à entrevistada, ambos pela coragem.

  8. Adorei a sinceridade dela. Eles vacilaram, deveriam ter avisado.

    • Raquel

      Oi Migonzalez, eles avisaram sim, o Cleber Machado disse ”vamos ao intervalo, o Rogerio entrou em contato, ele ficou chateado com o assunto do Arsenal’, veio o intervalo e so depois o Rogerio entrou falando, se ela nao esperou por isso, o problema é dela. Nao tinha o q ela explicar, ela ja tinha acusado com todas as letras. Assiste os dois links abaixo, vc vai ver


  9. Guilherme

    Primeiramente parabéns pela entrevista, deve ser a única que toca no assunto Rogério Ceni. Agora, sem meias palavras, a Milly Lacombe é ridícula, para não dizer outra coisa. Vejam as primeiras palavras dela nesta entrevista: “Acho que minha pisada de bola acabou deixando muitas lições. Primeiro: eu não posso levantar o assunto sem ter total e amplo conhecimento de causa.” Meu Deus!! Como um jornalista formado descobre isso depois, sei lá, 15, 20 anos de profissão??

    • REGIANE

      Somente uma pessoa consciente da sua inexpressividade, poderia ser capaz de criticar tão gratuitamente um ATLETA e CIDADÃO como ROGÉRIO CENI, pensando que nada poderia acontecer…E ainda é corinthiana… acho que só isso explica, coitada… recolha -se à sua mediocridade.

  10. Raquel

    ELA MENTIU, ELA FOI AVISADA ELO CLEBER MACHADO Q O ROGERIO ESTAVA NA LINHA, DISSE O MOTIVO E CHAMOU O INTERVALO, ENTAO, SO DEPOIS DE TUDO ISSO ELA OUVIU O QUE TINHA Q TER OUVIDO MESMO. É SO ASSISTIR AS DUAS PARTES DO VIDEO Q ESTA YOUTUBE PRA CERTIFICAR. MUITO CRITICA, EXTREMAMENTE PARCIAL, ALIAS PELO Q ELA FALOU DO ROGERIO, TAVA NA CARA Q ERA CORINTHIANA…SUMIU DEPOIS DISSO E MERECEU, TMB NAO ACHO Q TENHA APRENDIDO GRANDE COISA, SO APRENDEU O Q UM JORNALISTA Q QUALQUER PESSOA DE VERIA SABER, NAO SE ACUSA NINGUEM SEM PROVAS.

  11. fausto

    A briga dela com o Rogério foi o ápice da carreira…coitada

  12. Fernando Bezerra

    Esquecimento !
    Este é o local que essa profissional parcial e incompetente merece estar.

  13. leonardo ceilio de moura

    Essa milly não aprendeu nada com o ocorrido co o ceni,é uma mentirosa falou que a emissira deveria falar que o rogério ia entrar depois do intervalo,antes do intervalo o cleber avisa que ele estava no telefone nesse mesmo video que está postado aqui nos comentários.

  14. Sei la, essa mulher parece ser meio lesada, querendo discutir sobre os numeros do R.Ceni, fazer estatisticas, pra q isso, ela parece nao entender q o cara eh goleiro e como tal fazer mais de 100 gols na carreira eh uma coisa extraordinaria, o pq entao de querer se contestar os numeros dele ? …isso sem contar q msmo apos o episodio do Sportv, ela ainda mostra um certo desafeto por ele, tdo bem q ele nao eh o melhor do país debaixo da trave, mas tbm com crtza nao eh dessa mediocridade toda a qual ela acha, vejo isso como uma certa inveja pelo fato dele ser idolo do SPFC,…nao vi ou senti em nenhum momento algum tipo de preconceito pelo fato dela ser mulher, logo isso mostra q alem de mal informada ela tbm quer se fazer de vitima numa situaçao a qual ela msmo criou, pois ate eu q nao sou jornalista sei q nao se pode falar algo na tv ao qual nao se tem como provar, esperto e inteligente foi o Armando Nogueira ao falar q nesse assunto nao entrava por se tratar de especulaçao, numa mostra de q isso sim eh ser responsavel como jornalista, deixando claro ali a enorme diferença entre o profissional de verdade e uma pessoa q parece ter caido ali de paraquedas, pois esse sim eh o termo q melhor se encaixa com ela totalmente perdida em meio a pessoas q realmente sabem sobre futebol e quando o comentam, o fazem de modo responsavel…

  15. Max

    Ela é péssima jornalista e foi ridículo tentar jogar a carta do gênero, acusando o Rogério de machista. Ele foi, na verdade, extremamente educado e comedido. Se fosse eu, já ligaria soltando fogo pelas narinas, fosse homem ou mulher; se existe algo que odeio profundamente, é ser falsamente acusado. Rogério deu show de autocontrole, considerando-se que haviam acabado de ofender sua honra e imagem – coisas, aliás, que qualquer atleta de verdade preza e cultiva.

    Mais ridículos ainda são os imbecis que vêm aqui só pra deixar comentário negativo sobre a orientação sexual dela, como se isso tivesse qualquer relevância.

  16. Eduardo

    Bom, continuou sendo arrogante, só não repetiu as mesmas palavras do programa, pois saberia que seria processada novamente. Outra coisa, ela fala mal do Rogério, mas o próprio time ao qual ela torce (Tendenciosa desde o início para falar do time e do Rogério Ceni, só para fazer cena para sua torcida) não tem o número de títulos que o cara carrega. durante todo o programa os grandes jornalistas que ali estavam tentavam alertá-la, ela levanta questões, como número de faltas que ele bateu, quantos gols fez, até o único goleiro que fez mais de 100 gols na carreira, coisa que muito jogador de linha e digo as vezes até atacante não conseguiu fazer. Creio que até o atacante do time dela PATO não tem esse número na carreira, e se existe um jogador protegido pela mídia é ele. O Rogério já foi muito atacado, injustiçado, e também já foi muito homenageado. Mas como todos falaram no programa, se isso aconteceu é porque trabalhou pra chegar lá! Ainda tenta jogar a culpa de seus erros em outros profissionais que não tinham nada a ver com o erro dela. Não teve a humildade de assumir a culpa sozinha. Não agradeceu ao Cléber Machado por tentar reverter a situação, tentou inverter os fatos durante o programa quando o Rogério entrou ao vivo. Não foi “MULHER” suficiente para assumir na hora o que fez… Sem falar nesse joguinho feminista e cansativo que “só fizeram isso porque sou mulher”. Hora você é jornalista, eu sou jornalista, e jornalista tem que dar a cara a tapa pro que fala. Comprove o que diga, jornalista é processado pelo menos uma vez ao ano. Eu tenho 25 anos, Acho que você Milly deve ter mais que isso de carreira e vir me falar que só agora descobriu que não se pode levantar falso testemunho e não querer pagar com isso? Por favor, respeite os leitores, eles não são ignorantes. Um jornalista só vive de uma coisa, credibilidade, e você a perdeu. Sua intenção no programa não foi dar sua opinião sobre um atleta e sim atacar uma pessoa do bem, só por ela ser vitoriosa, isso se chamar inveja, recalque. Cresça como pessoa e como jornalista, dizem que nunca é tarde pra isso. E seja homem, digo, digo… Mulher suficiente pra assumir seus próprios erros.

  17. Alessandro

    Essa moça ainda não aprendeu o básico sobre os fundamentos do Futebol: “ajoelha de um jeito estranho quando fica cara a cara com o atacante”. Acredito que ela nunca tenha visto a técnica de Futebol de Salão, principalmente antes da década de 90. E ela verá vários goleiro saindo de forma análoga. é uma maneira de fechar o ângulo do atacante rapidamente.

    “Ele sai mal do gol”. Se comparado a goleiros da mesma época como Dida ou Marcos ou até mesmo o Zetti não veremos diferenças relevantes. Obviamente o Marcos sai melhor, pois é sete cm maior, o Dida é 10 centímetros maior que o Rogerio Ceni, por exemplo. E todos tomam gols bobos às vezes. A verdade é que estes atletas são muito bem preparados e suas capacidades são muito grandes, a diferença entre eles é muito pequena, milimétrica na verdade.Acho que um time do tamanho do São Paulo não teria um goleiro que saísse mal do gol. Aliás, só quem já ficou debaixo dos 17.8 m² de um gol (existem apartamentos a venda deste tamanho) entende a imensa capacidade destes atletas.

    “Mas se apenas um jogador do time é o encarregado de todos os pênaltis há mais de 10 anos – numa conta baixa e sem falar das faltas – será que esse número continua a ser tão impressionante?” (pênalti leva acento)
    O Rogério Ceni neste ano de 2014 (esse texto é do começo de 2012) completou sua décima temporada como cobrador de pênalti oficial do São Paulo. Ou seja, em março de 2012 ele estava iniciando sua 8ª temporada com tal atribuição. Até o final de 2011 o Rogério Ceni já tinha feito 57 gols de falta e 47 de pênaltis. O Zico, por exemplo, jogou 24 anos e fez 146 de Faltas e 88 de pênalti segundo a revista placar. Sinceramente, é um grande currículo, acredito que a contestação dela seja mais animosidade pessoal não pela realidade dos fatos.

    Em relação à seleção, acho que goleiro é um cargo de confiança do treinador, o Parreira em 94 levou o Taffarel que não estava em uma boa fase, o mesmo fez o Zagallo em 98 por qual motivo?
    Por um motivo claro, ele era um grande defensor de pênaltis, mesmo que houvesse goleiros melhores na época o critério que ambos técnicos usaram foi esse e os dois acertaram. Acredito que se o futebol brasileiro fosse como o holandês, o Rogério Ceni seria certamente o goleiro titular da seleção.

    Enfim, particularmente não sou fã do Rogério Ceni, mas negar a realidade não é uma conduta inteligente, ainda mais na televisão.

    Não creio que um comentarista deva obrigatoriamente ser um grande jogador de futebol, contudo ele deve ter uma vivência com o esporte que comenta para não ignorar conceitos básicos deste.

  18. Mario Carvalho

    Vi o vídeo hoje no YouTube e achei algo tão absurdo que procurei no google pra saber onde estaria essa “jornalista”, e me deparo com essa entrevista.Que deixou claro que passaram os anos e ela não mudou nada, não evoluiu em nenhum aspecto (no ramo esportivo).
    não sei onde está, mas que fique por lá! (E eu que pensei que o Neto era ruim).

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