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Dia do Jornalista

Hoje é Dia do Jornalista.

Dia do cara que entrou na faculdade escutando das pessoas que seria o novo William Bonner. Porém descobriu pouco tempo depois que seria qualquer coisa, porque o mercado é que escolhe (se escolher).

Dia do cara que aceita qualquer contrato para trabalhar: PJ, assistente do caralho a quatro, auxiliar da pqp ou freela do Zé Ninguém. Afinal, se não aceitar, não trabalhará e outro aceitará a vaga, porque se não aceitar, outro aceitará o trampo, porque se não aceitar…

Dia do cara que trabalha todos os dias da semana e ainda gosta disso. Afinal, tem glamour e respeito das pessoas. “Ó, vc é jornalista? Da Band? Adoro o Datena, fala pra ele?”

Dia do cara que ganha mal, mas tudo bem. Afinal, “escrever, editar, produzir, entrevistar, diagramar, assessorar, fotografar, publicar, checar e corrigir são tarefas fáceis. R$1000 está de bom tamanho. Se não quiser a vaga, outro quer.”

Dia do cara que está sempre cansado, mas inacreditavelmente feliz. Afinal, tem gente do bem ao seu redor, tão ferrada quanto ele, mas que se diverte o tempo todo com a tragédia. Jornalistas são amigos tão fiéis ao outro ou à empresa, que até quando o barco está afundando a gente trabalha bonito. Que nem um amigo disse: “Somos que nem os músicos do Titanic, lembra?”

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O novo rumo do Jornalismo Esportivo na TV

Nas extremidades: eu e Karla Saito, editores do BandSports e representantes da nova geração. No meio: Everaldo Marques e Conrado Giulietti, jornalistas da ESPN. Caras experientes que misturam muito bem humor, internet e Jornalismo. Foto tirada no bairro Bow, leste de Londres, no último dia dos Jogos Olímpicos de 2012

É inevitável, monstros experientes das redações! Não adianta vocês fazerem bico ou reclamarem. Tem que entrar na nova onda do Jornalismo Esportivo nacional.

Assim como tudo na vida, você aí que tem mais de 10 anos de redação na TV percebeu que as coisas mudaram muito e que, se não se adaptar, vai rodar. O Jornalismo Esportivo brasileiro está tomando um espaço muito maior do que antigamente, porque a tal globalização tornou o acesso às informações muito mais rápido do que antigamente. Não adianta querer tornar a informação esportiva algo muito mais sério, ranzinza. O negócio hoje é inovar, ser criativo e (sim, fique bravo) utilizar um ótimo senso de humor.

A “Geração Tiago Leifert” de jornalistas esportivos de TV, a que eu me incluo, é a nova onda. Nós não queremos algo chato, sério e complexo na televisão. Se você aí ainda não percebeu que esporte é entretenimento, lazer e diversão, vai ficar pra trás. Leia-se “ficar pra trás” como perda de audiência.

Mas tudo bem, você utiliza o argumento de que tem seu público e que muita gente ainda te assiste, ouve ou lê. Sim, mas não chega aos pés das estatísticas em comparação aos programas feitos da nova maneira.

Isto não quer dizer que o Jornalismo sai perdendo. Não é isso. Existe, sim, um jeito engraçado de informar com qualidade. Temos como passar a informação sem fazer a pirâmide invertida. Aliás, o público jovem não quer saber de pirâmide invertida, mermão. A galera que assiste quer rir e se informar. A molecada vê TV segurando o iPad, cara.

Vamos deixar a inverted pyramid (teoria desenvolvida há mais de 100 anos) para os (daqui a poucos extintos) jornais.

Percebeu que as suas máquinas de beta já se transformaram nas Final Cut? Cara, e faz tempo!

Por que a nova tecnologia pode entrar no Jornalismo e o novo conceito não?

Sabe, às vezes, nós passamos do limite e exageramos na brincadeira. Eu concordo. E é aí que você entra, monstro da redação. Você precisa dar esses toques, sugerir o que não fazer e dosar nossa falta de noção. Você precisa ser um chefe da hora. Já existem muitos exemplos de caras que entraram nessa onda e se dão muito bem. Não precisa sentar na ilha de edição e fazer tudo sozinho. Queremos que você sente ao nosso lado e nos ajude, com a sua experiência, a fazer Jornalismo utilizando nossa criatividade.

Entre neste jogo que você também ganhará, assim como o novo telespectador. Afinal, esporte é diversão e Jornalismo é experiência.

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Jornalismo Esportivo e o fim de semana: um caso de amor e ódio

Curtiu? Esquece!

Deus trabalhou nos seis dias da semana e deixou o sétimo para nós descansarmos.

É…Está na cara que ele não pensou no jornalista de esportes.

Brincadeiras à parte, se você quiser continuar sonhando em ser um jornalista esportivo, saiba que você vai trabalhar (e muito) no fim de semana. Enquanto sua família se diverte, sai para almoçar, curte o sábado e também o domingo, você vai trabalhar. Enquanto seus amigos vão para a balada, se reúnem para tomar uma e dar umas boas risadas, você vai para a redação…

E, se g0star mesmo do que faz, vai adorar que isto aconteça.

Tudo bem, não é um mar de rosas. Pelo contrário. Às vezes dá uma inveja das pessoas normais, mas ela é compensada quando você apresenta sua carteirinha da ACEESP – Associação do Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo –  e entra gratuitamente nos estádios. Para trabalhar, claro.

Trampar com esportes dá tesão, é diferente. O Jornalismo Geral (policial, econômico, internacional) é uma área que mexe com problemas, dores de cabeça. É gente que morre pra cá, gente que se mata pra lá. No Esportivo, mexemos com as emoções das pessoas, mas sem muita importância. Como diz Milton Neves, “o esporte é a coisa mais importante, dentre as menos importantes”, é bem por aí mesmo.

Também, ou talvez, por isso, nós ganhamos mal. Nós, que eu digo, os que não aparecem. O que estão por trás das câmeras. “Ah, eles trabalham com esporte! Só brincam o dia inteiro e dão risada toda hora.”

O que não é mentira. O clima de uma redação de esportes é algo sensacional. Se chegar de mau humor, porque a namorada terminou com você, você vai esquecer o problema e mergulhar em alguma pauta que a redação estiver conversando. E na redação, conversamos de tudo. Bobagens, claro. Mas conversamos. E fazemos piadas, cantamos músicas alto, dançamos até e, o melhor de tudo, fazemos amigos. Quem souber conciliar isso, com um bom texto e com, diria o Tite, produtividade, está feito. Quem não souber, e cair na vida mansa, está fora! Tem muita gente competente por aí, louca para participar da zona na redação.

Aliás, aproveito o momento para dizer que eu conheci na redação do BandSports muitos grandes amigos que irão comigo pela vida inteira. Uns já saíram do canal, outros ainda estão por lá.

E são eles que me fazem continuar trabalhando feliz. Porque olha… Ser pai, precisar de dinheiro e ter que batalhar por reconhecimento é complicado para qualquer um. Mais ainda para um jornalista esportivo, que parece invisível muitas vezes.

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Como tirar a 2ª via da CNH – dicas de quem passou por isso

 

Este é um blog de um jornalista que trabalha com esportes, mas como um bom jornalista minha função também é prestar serviço, mesmo que isto não esteja relacionado à minha, digamos, “especialidade”, né?

E hoje eu quero ajudar quem está na cidade de São Paulo e precisa tirar uma segunda via da Carteira Nacional de Habilitação, a CNH. Eu perdi a bendita e entrei em desespero.

Mas não precisa entrar em pânico, amigo ou amiga.

Eu segui o script à risca, gastei menos de uma hora, deu tudo certo e depois de dois dias eu peguei a habilitação. Mesmo assim, vi muita gente lá no Poupatempo da Sé tendo muitos problemas e resolvi dar algumas dicas para as pessoas que estão desesperadas atrás de uma nova CNH. Seguem os meus conselhos, baseados no sucesso e na rapidez que aconteceu comigo:

  1. Agendar o atendimento pela internet. Entre neste site: http://www.e-agendamento.poupatempo.sp.gov.br/agenda/home.seam e siga as instruções. Eu indico utilizar um email do Gmail, porque o meu do UOL não funcionou. Sei lá o porquê. O email chega rapidamente. Portanto, se não chegar, mude o cadastro e utilize um outro email seu.
  2.  No agendamento, não fique preocupado se vai estar cheio ou não, porque seu horário escolhido será respeitado. Chegue pelo menos com 15 minutos de antecedência. No meu caso, eu escolhi para às 8h20 e cheguei às 7h50. Esperei até 8h05 e fui atendido às 8h10! Legal, né?
  3.  Verifique com atenção os DOCUMENTOS NECÉSSÁRIOS. Não há colher de chá se você não levar todos os documentos exigidos da maneira como eles pedem. A lista exata dos documentos está no final deste post.
  4. Cuidado com o Comprovante de Residência!!! Ele tem que ser da cidade que a sua CNH está registrada e tem uma lista bem restrita de documentos. Eu vi uma menina que estava com o pé engessado e que levou um extrato bancário, o que não é permitido. Ela chorou, apelou para a supervisão, falou que morava longe, que não ia poder voltar por causa da lesão… Não adiantou. A bonitinha desinformada teve que voltar e engolir o choro. Mas tem o seu lado bom também. Fora do Poupatempo tem uma tenda, onde você pode imprimir segundas vias de contas suas, caso você não tenha. Foi muito útil para mim, por exemplo. Eles dão até as informações que você precisa para retirar o tipo de comprovante que você quer. No meu caso, eu imprimi a conta da tv a cabo, cujos documentos necessários são CEP e CPF. Moleza!
  5. Se você errou nos documentos na hora da apresentação e for algo que dá pra ser resolvido na hora (faltou xerox de algo, por exemplo), não tem problema! Conserte seu erro, pegue a senha e leve para o supervisor, que fica ao lado dos atendentes. Ele te colocará como o próximo a ser atendido. Show de bola!
  6. A taxa que você terá que pagar é de R$30,43, se quiser buscar a nova CNH lá em dois dias úteis. Se quiser que seja entregue na sua casa, você terá que pagar mais R$10, acho, e demora de cinco a dez dias úteis.
  7. Se optar pelo Poupatempo da Sé, vá de Metrô. É do lado.
  8. Ao todo, eu gastei uns 40 minutos nessa brincadeira. Tempo até que bom perto do que estamos imaginado. E eu ainda tive esse problema do Comprovante de Residência. Se não tivesse, ia demorar meia hora e olha lá.
  9. Não precisa usar o telefone do Poupatempo, nem para informação. Você perderá tempo, porque é uma porcaria. Pode confiar no site dos caras e no site do Detran.

    Leve os documentos que eles pedem. Não pense "ah, eu acho que isso aqui é um comprovante". Não! Se não estiver nesta lista, não pode.

     

    É isso aí! Espero que tenha ajudado. Qualquer dúvida, pergunte aí!

     

    Um abraço.


    *Este texto foi escrito no dia 15 de março de 2012. Vale sempre checar nos sites oficiais se não houve mudança em algo.

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O Jornalista Esportista

Jornalistas do BandSports, time vice-campeão da Red Bull Press Cup 2012, olha lá quem cuida mais da bola...O artilheiro do time, claro

Se há uma coisa que eu tenho de frustração na vida, é o fato de não ter sido jogador de futebol. De tanto jogar na época de colégio, ser capitão do time, fazedor de gol, o craque (rsrs) e etc, eu fiz algumas peneiras nos grandes clubes, mas não passei. Claro, se tivesse passado, não estaria aqui agora escrevendo este post.

Depois me dediquei aos estudos, tive a Laura, mas a forma física piorava, eu engordei e esqueci a ideia, mas não perdi o amor pelo esporte, principalmente pelo futebol.

A paixão ao esporte e a facilidade com a escrita me fez escolher a profissão de jornalista e sonhar a trabalhar com esporte. Deu certo! Olha eu aqui no BandSports, editando, entrevistando, trabalhando e feliz com que eu faço.

Mas não estou totalmente satisfeito. Quero ainda jogar bola quando eu posso e quando dá. E eu percebo que meus colegas jornalistas de esportes também pensam mais ou menos assim. Não sei se tiveram o azar esportivo, mas que são frustrados, são! Porque sempre querem jogar e ainda acham que jogam alguma coisa.

O clã formado pelos “jornalistas esportistas” é muito chato. Todos acham que, na hora que estão jogando, não escrevendo, entendem mais que o colega de redação. Acham que conseguem montar esquemas táticos como o Tite, correr como o Euller e finalizar como o Ronaldo Fenômeno. Durante a partida, também acham que apitam melhor que o juiz e, por isso, são muitas vezes expulsos de campo.

Entretanto a pior parte (se é que possa existir) é o pós-pelada. A polêmica hora dos comentários e das análises sobre o rendimento de cada jornalista. É um criticando o outro sem moderação. São mais chatos que os participantes das “mesas redondas” de todos os canais. E a encheção de saco vai até a próxima pelada. Se o outro encontro for um ano depois, será um ano de críticas e discussões. Todos os dias.

O único isento de críticas é o chefe. Mesmo se ele for um “perna de pau”, o boss está sempre relacionado e convidado para o jogo como se fosse o camisa 10. Ele é o chefe até fora de redação, não tem brincadeira.

E se você acha que isso é exclusivamente aos jornalistas aqui da emissora que trabalho, a Band, está errado. Tive a oportunidade de competir em um campeonato de imprensa (ser o artilheiro do time, claro) e vi que todos são assim.

Pior de tudo: sem nenhuma exceção.

E claro que todos entendem menos que eu.

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Dia do Repórter e o papel do profissional de esportes

A torcida pode brincar com Barcos, o jornalista deve respeitá-lo

Jornalismo, esporte e entretenimento podem andar juntos?  Sim, mas a linha é tênue. Nesta quinta-feira, dia do repórter, tivemos mais um exemplo de como não ser um bom repórter.

Todos sabem da importância do Globo Esporte, comandado pelo Tiago Leifert, para o Jornalismo. E, sim, eles fazem Jornalismo lá, porque eles informam as pessoas e usam bons jornalistas para isso. Ok, eles têm o tempo deles, o jeito deles, mas na essência, é informação. Tiago Leifert, no ano passado, afirmou que é entretenimento, não Jornalismo, mas eu discordo dele. As pessoas veem o Jornalismo de uma maneira muito séria, sisuda e não precisa ser assim. Muito menos no esporte. Entretanto, o programa não precisa virar zona, virar um “Pânico” do esporte. Pelo contrário, queremos almoçar vendo algo que nos informe e ao mesmo tempo “esvazie” a cabeça com um texto leve e uma edição dinâmica.

Para o Jornalismo Esportivo, Leifert foi essencial, porque renovou, recebeu retorno positivo por isso e deu a abertura para que todos os veículos começassem a tratar o esporte com menos seriedade, sem perder o respeito.

Já fui entrevistado por ele para uma vaga de emprego e percebi que ele é bom também nos bastidores. As pessoas na Globo o respeitam muito, porque ele se dá o respeito, sem perder o bom humor. 

Não fui contratado, mas aprendi a respeitá-lo como pessoa e profissional.

Mas nem todo mundo entende o que é ter respeito. O que o repórter da Globo, Leo Bianchi, fez, por exemplo, não se faz. Eu gosto das matérias deles, acho que ele tem umas tiradas legais, mas passou do limite com o atacante Barcos.  Na coletiva desta quinta-feira, ele mostrou uma foto de Zé Ramalho ao jogador argentino, que se irritou e o xingou de volta. 

Veja aqui o vídeo.

Além de assumir que não conhece o atleta, o repórter mostrou falta de respeito com a fonte. Pior de tudo, isso foi em uma coletiva de imprensa, onde há muitos jornalistas esperando uma brecha para uma ou duas perguntas.

Eu digo que ele não conhece o Barcos, porque, no último sábado, o Jornal Lance tentou fantasiá-lo de pirata, devido ao carnaval, provavelmente para ser a capa do jornal do dia, e o jogador foi enfático: “Não sou palhaço!” Se Leo tivesse lido, não teria brincado com o atacante…

Ser repórter é saber informar, não fazer rir. Quem faz rir é o humorista. O público precisa de repórteres bons e confiáveis e que tragam informações interessantes, confiáveis e de fácil entendimento. Um repórter de verdade traz credibilidade ao veículo e a si mesmo.

Gosto do Leo Bianchi e acredito que ele não vai se queimar por isso, mas é um fato para se ter atenção e principalmente para crescimento de todos os aspirantes a repórter.  

O Leo Bianchi, inclusive, conversou com o Barcos após a coletiva e se entendeu com o atacante. Isso que manda a boa educação e, principalmente, a hombridade de assumir um erro. É pra poucos.

Parabéns aos repórteres. Um abraço especial para minha tia Taís Fuoco, jornalista e a repórter exemplar para mim.

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Diploma na mão, hora de tirar o MTB


GuIgO NewS faz agora um intercâmbio de blogs!

Eu pesquisei na internet a respeito da retirada do MTB, já que vou retirar meu diploma de Jornalista hoje, e achei esse blog que explica com muitos detalhes quais são os passos para ter o seu registro.

É o “Às Claras”, da jornalista Clara Vanali.

A gente tem que admitir e incentivar quando os blogueiros são bons.

Um abraço.

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