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Dia do Jornalista

Hoje é Dia do Jornalista.

Dia do cara que entrou na faculdade escutando das pessoas que seria o novo William Bonner. Porém descobriu pouco tempo depois que seria qualquer coisa, porque o mercado é que escolhe (se escolher).

Dia do cara que aceita qualquer contrato para trabalhar: PJ, assistente do caralho a quatro, auxiliar da pqp ou freela do Zé Ninguém. Afinal, se não aceitar, não trabalhará e outro aceitará a vaga, porque se não aceitar, outro aceitará o trampo, porque se não aceitar…

Dia do cara que trabalha todos os dias da semana e ainda gosta disso. Afinal, tem glamour e respeito das pessoas. “Ó, vc é jornalista? Da Band? Adoro o Datena, fala pra ele?”

Dia do cara que ganha mal, mas tudo bem. Afinal, “escrever, editar, produzir, entrevistar, diagramar, assessorar, fotografar, publicar, checar e corrigir são tarefas fáceis. R$1000 está de bom tamanho. Se não quiser a vaga, outro quer.”

Dia do cara que está sempre cansado, mas inacreditavelmente feliz. Afinal, tem gente do bem ao seu redor, tão ferrada quanto ele, mas que se diverte o tempo todo com a tragédia. Jornalistas são amigos tão fiéis ao outro ou à empresa, que até quando o barco está afundando a gente trabalha bonito. Que nem um amigo disse: “Somos que nem os músicos do Titanic, lembra?”

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O Jornalista Esportista

Jornalistas do BandSports, time vice-campeão da Red Bull Press Cup 2012, olha lá quem cuida mais da bola...O artilheiro do time, claro

Se há uma coisa que eu tenho de frustração na vida, é o fato de não ter sido jogador de futebol. De tanto jogar na época de colégio, ser capitão do time, fazedor de gol, o craque (rsrs) e etc, eu fiz algumas peneiras nos grandes clubes, mas não passei. Claro, se tivesse passado, não estaria aqui agora escrevendo este post.

Depois me dediquei aos estudos, tive a Laura, mas a forma física piorava, eu engordei e esqueci a ideia, mas não perdi o amor pelo esporte, principalmente pelo futebol.

A paixão ao esporte e a facilidade com a escrita me fez escolher a profissão de jornalista e sonhar a trabalhar com esporte. Deu certo! Olha eu aqui no BandSports, editando, entrevistando, trabalhando e feliz com que eu faço.

Mas não estou totalmente satisfeito. Quero ainda jogar bola quando eu posso e quando dá. E eu percebo que meus colegas jornalistas de esportes também pensam mais ou menos assim. Não sei se tiveram o azar esportivo, mas que são frustrados, são! Porque sempre querem jogar e ainda acham que jogam alguma coisa.

O clã formado pelos “jornalistas esportistas” é muito chato. Todos acham que, na hora que estão jogando, não escrevendo, entendem mais que o colega de redação. Acham que conseguem montar esquemas táticos como o Tite, correr como o Euller e finalizar como o Ronaldo Fenômeno. Durante a partida, também acham que apitam melhor que o juiz e, por isso, são muitas vezes expulsos de campo.

Entretanto a pior parte (se é que possa existir) é o pós-pelada. A polêmica hora dos comentários e das análises sobre o rendimento de cada jornalista. É um criticando o outro sem moderação. São mais chatos que os participantes das “mesas redondas” de todos os canais. E a encheção de saco vai até a próxima pelada. Se o outro encontro for um ano depois, será um ano de críticas e discussões. Todos os dias.

O único isento de críticas é o chefe. Mesmo se ele for um “perna de pau”, o boss está sempre relacionado e convidado para o jogo como se fosse o camisa 10. Ele é o chefe até fora de redação, não tem brincadeira.

E se você acha que isso é exclusivamente aos jornalistas aqui da emissora que trabalho, a Band, está errado. Tive a oportunidade de competir em um campeonato de imprensa (ser o artilheiro do time, claro) e vi que todos são assim.

Pior de tudo: sem nenhuma exceção.

E claro que todos entendem menos que eu.

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Dia do Repórter e o papel do profissional de esportes

A torcida pode brincar com Barcos, o jornalista deve respeitá-lo

Jornalismo, esporte e entretenimento podem andar juntos?  Sim, mas a linha é tênue. Nesta quinta-feira, dia do repórter, tivemos mais um exemplo de como não ser um bom repórter.

Todos sabem da importância do Globo Esporte, comandado pelo Tiago Leifert, para o Jornalismo. E, sim, eles fazem Jornalismo lá, porque eles informam as pessoas e usam bons jornalistas para isso. Ok, eles têm o tempo deles, o jeito deles, mas na essência, é informação. Tiago Leifert, no ano passado, afirmou que é entretenimento, não Jornalismo, mas eu discordo dele. As pessoas veem o Jornalismo de uma maneira muito séria, sisuda e não precisa ser assim. Muito menos no esporte. Entretanto, o programa não precisa virar zona, virar um “Pânico” do esporte. Pelo contrário, queremos almoçar vendo algo que nos informe e ao mesmo tempo “esvazie” a cabeça com um texto leve e uma edição dinâmica.

Para o Jornalismo Esportivo, Leifert foi essencial, porque renovou, recebeu retorno positivo por isso e deu a abertura para que todos os veículos começassem a tratar o esporte com menos seriedade, sem perder o respeito.

Já fui entrevistado por ele para uma vaga de emprego e percebi que ele é bom também nos bastidores. As pessoas na Globo o respeitam muito, porque ele se dá o respeito, sem perder o bom humor. 

Não fui contratado, mas aprendi a respeitá-lo como pessoa e profissional.

Mas nem todo mundo entende o que é ter respeito. O que o repórter da Globo, Leo Bianchi, fez, por exemplo, não se faz. Eu gosto das matérias deles, acho que ele tem umas tiradas legais, mas passou do limite com o atacante Barcos.  Na coletiva desta quinta-feira, ele mostrou uma foto de Zé Ramalho ao jogador argentino, que se irritou e o xingou de volta. 

Veja aqui o vídeo.

Além de assumir que não conhece o atleta, o repórter mostrou falta de respeito com a fonte. Pior de tudo, isso foi em uma coletiva de imprensa, onde há muitos jornalistas esperando uma brecha para uma ou duas perguntas.

Eu digo que ele não conhece o Barcos, porque, no último sábado, o Jornal Lance tentou fantasiá-lo de pirata, devido ao carnaval, provavelmente para ser a capa do jornal do dia, e o jogador foi enfático: “Não sou palhaço!” Se Leo tivesse lido, não teria brincado com o atacante…

Ser repórter é saber informar, não fazer rir. Quem faz rir é o humorista. O público precisa de repórteres bons e confiáveis e que tragam informações interessantes, confiáveis e de fácil entendimento. Um repórter de verdade traz credibilidade ao veículo e a si mesmo.

Gosto do Leo Bianchi e acredito que ele não vai se queimar por isso, mas é um fato para se ter atenção e principalmente para crescimento de todos os aspirantes a repórter.  

O Leo Bianchi, inclusive, conversou com o Barcos após a coletiva e se entendeu com o atacante. Isso que manda a boa educação e, principalmente, a hombridade de assumir um erro. É pra poucos.

Parabéns aos repórteres. Um abraço especial para minha tia Taís Fuoco, jornalista e a repórter exemplar para mim.

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Diploma na mão, hora de tirar o MTB


GuIgO NewS faz agora um intercâmbio de blogs!

Eu pesquisei na internet a respeito da retirada do MTB, já que vou retirar meu diploma de Jornalista hoje, e achei esse blog que explica com muitos detalhes quais são os passos para ter o seu registro.

É o “Às Claras”, da jornalista Clara Vanali.

A gente tem que admitir e incentivar quando os blogueiros são bons.

Um abraço.

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Aos colegas “jornalistas”

Ultimamente tenho lido muitas matérias sobre a compra do BandSports, canal onde trabalho, pela Fox. Claro, estou interessado por causa do futuro do meu emprego, já que sou pai de uma coisa linda (que faz três aninhos amanhã) e que é sustentada por mim. Estou otimista de que algo de muito bom acontecerá, assim como meus colegas de canal estão também.

Mas eu vim aqui nesta sexta-feira tocar em outro assunto.

Quanto mais eu leio, mais eu tenho desgosto pelo trabalho de muitos jornalistas que tentam informar o que está acontecendo nas negociações entre Fox e Band. Tem cara que escreve sem ter certeza nenhuma. Sem apurar, sem checar. Apenas buscando ter mais cliques. Nego dando aula de como não fazer Jornalismo. Crava um fato na manchete e no decorrer do texto não segue as regras de “sempre checar” e, pior, de compromisso com a verdade, não com a hipótese.

São vários exemplos.

“Band pode perder o futebol, se fechar com a Fox” (onde está a declaração da diretoria da Globo para trazer credibilidade à matéria? Você não é o fodão de falar que a Band vai perder o futebol? Não é o bem informado? Você não tem credibilidade assim, mané…)

“Aquisição do Italiano é mais um indício do acordo entre Fox e BandSports” (essa é a pior, porque o cara fala que é devido à programação congestionada…Pura opinião, NÃO É FATO. Lembrando que o BandSports NÃO passa o Campeonato Italiano. Se passasse, aí sim, seria um PUTA indício…)

“Fox Sports entra no ar no dia 5 em pelo menos três operadoras‎” (sem confirmar as operadoras, sem declaração oficial de ninguém. SÓ HIPÓTESE.)

E outra. O cara que toca neste assunto dessa maneira vergonhosa e nada jornalística está faltando com o respeito com os próprios colegas jornalistas. Sabe quantos estão envolvidos na história, meu colega? Você um dia vai entender e talvez aprender a ser JORNALISTA, quando o seu estiver na reta, meu caro.

Sei lá se a Fox comprou ou não. Não preciso inventar e sair informando, em prol de acessos para o Guigo News.

Sobre este assunto, respeito o meu colega de casa Erich Beting. Ele, sim, está noticiando o caso com responsabilidade e, acredito, tem as fontes confiáveis.

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Pokémon substitui telejornal

O desenho Pokémon vai substituir o telejornal TV Esporte e Notícias na RedeTV.

Eu, apaixonado pelo Jornalismo, não acredito que possa ter lido isso um dia na minha vida.

É a audiência do mangá influenciando na vida de jornalistas, apresentadores, editores, estagiários, produtores, operadores de áudio e vídeo e de toda a galera que trabalha e que tem sua vida pessoal para sustentar devido à televisão.

Um abraço.

Fonte: Folha Online

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O cabelo mais famoso do mundo

Agora foi a vez do cabelo. Ronaldo corta o cabelo, uma coisa muito normal para qualquer pessoa, e é alvo de tietagem da imprensa. De todos! Todos os veículos grandes noticiaram a tal mudança no cabelo de Ronaldo, o valor e quem fez.

Cada uma…

Queremos “Jornalismo” Esportivo.

Um abraço.

Obs.: A barriga mais famosa do mundo

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